Nos Estados Unidos, uma criança de seis anos utilizou o cartão de crédito da mãe para comprar itens no jogo Sonic Forces, totalizando uma cobrança de mais de US$ 16 mil (cerca de R$ 81,9 mil, em conversão direta e sem impostos). A quantia foi gasta na App Store por George Johnson, morador de Connecticut, por meio de um iPad (iOS). Embora o fato tenha ocorrido em meados de julho, a história foi revelada por veículos de imprensa somente na última semana.

A mãe do garoto, Jessica Johnson, de 41 anos, contou ao New York Post que recebeu dezenas de cobranças diferentes, com valores que variavam de US$ 500 a US$ 600 (aproximadamente, R$ 2.559 e R$ 3.071, em conversão direta).

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Ao perceber que eram provenientes da loja da Apple e do Paypal, entrou em contato com seu banco, pensando se tratar de um erro ou até mesmo de um golpe. "A maneira como [as cobranças] foram agrupadas na fatura tornava quase impossível [perceber que] eram de um jogo", relatou ao jornal.

Embora estivesse trabalhando de casa desde o início da pandemia do coronavírus (Covid-19), a corretora de imóveis demorou para entender que era seu filho George gastando no cartão. A criança usou o dinheiro para comprar "gold rings" e "red rings", que basicamente consistem em itens trocáveis por alguns benefícios no jogo (disponível para dispositivos Android e iOS), como liberar mais velocidade e novos personagens, por exemplo.

Como foi a descoberta?

Em julho, quando as cobranças já passavam de US$ 16 mil, Jessica abriu uma reclamação de fraude. Foi somente em outubro, no entanto, que sua agência bancária a informou que os valores não eram fraudados e que seria necessário entrar em contato com a Apple para solicitar reembolso.

A corretora de imóveis descobriu que o dinheiro havia sido gasto pelo filho mais novo quando percebeu o ícone do ouriço azul no seu tablet. Entrou em contato com a Apple, que se recusou a estornar o dinheiro, com a alegação de que, porque a reclamação não foi realizada em até 60 dias após o ocorrido, como consta nas regras da loja de aplicativo, não havia mais o que fazer.

“O motivo de eu não ter reclamado no período de 60 dias é porque o meu banco disse que provavelmente se tratava de uma fraude, que o PayPal e a Apple são líderes em reclamações desse tipo”, Jessica argumentou ao jornal. A corretora, que desconhecia a possibilidade de fazer segurança na conta da App Store, disse, ainda, que games assim são predatórios e pensados para fazer com que crianças comprem itens, já que elas não têm noção de que o dinheiro do jogo é real.

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Por último, a corretora alertou às mães para que chequem as configurações de segurança dos games eletrônicos acessados pelos filhos menores de idade. Jessica ainda brincou e disse que vai forçar George a lhe devolver o valor gasto assim que ele conseguir seu primeiro emprego, daqui a 15 anos.

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