O Flamengo estreia no Mundial 2019 de League of Legends (LoL) nesta quarta-feira (3), às 10h, contra a DAMWON Gaming. O time Rubro-Negro disputará a competição internacional pela primeira vez na história, assim como quatro dos seus cinco jogadores do elenco: Leonardo ''Robo'', Lee ''Shrimp'', Bruno ''Goku'' e Han ''Luci''. Da line up, apenas Felipe ''brTT''Golçalves participou do campeonato no passado - o atirador defendeu a paiN Gaming em 2015.

Outra equipe brasileira que também participou de Mundiais de LoL foi a KaBuM (2014 e 2018). Matheus ''dyNquedo'' e Filipe ''Ranger'' estiveram presentes na última line up dos Ninjas. Em conversa com o TechTudo, os atletas bicampeões brasileiros revelaram as experiências que acumularam no torneio e deram dicas para os companheiros de CBLoL. Veja, a seguir, os conselhos do mid laner e do caçador.

Evitar adaptações

De acordo com Ranger, é preferível que o Flamengo dê ênfase ao próprio estilo de jogo do que tentar se adequar às estratégias dos adversários e às mudanças do patch. ''Com base na minha experiência, a dica que eu daria ao Flamengo é que eles procurem jogar mais na zona de conforto em vez de se preocuparem tanto com a adaptação ao meta'', explica o caçador da KaBuM.

Segundo o atleta, entender as atualizações do patch 9.19 é algo indispensável para as equipes profissionais. Ranger, no entanto, explica que o Rubro-Negro precisa entrar em Summoner's Rift ciente das mudanças do cenário, mas sem perder a sua essência. ''Se eles continuarem jogando para o bot, que é a maior força deles, consequentemente maior é a chance que eles têm de ganhar'', analisa.

Em sintonia com o parceiro de clube, dyNquedo também acredita que as adaptações podem prejudicar o Flamengo na Europa. ''Como os jogos se iniciam em formato MD1, eles são muito rápidos. Portanto, é importante você ter ter o seu estilo de jogo bem fortalecido'', pondera o mid laner. Vale a pena lembrar que o Rubro-Negro disputará quatro partidas simples na primeira etapa da fase de entrada. Serão dois confrontos contra a sul-coreana DAMWON e outros dois contra os turcos da Royal Youth.

Caso os Urubus avancem para o segundo round, segundo dyNquedo, essa é a hora correta para trabalhar estratégias e estilos diferentes no Mundial, pois as séries serão mais longas. ''Caso haja a oportunidade de uma MD5 adiante, aí sim essas adaptações devem ser trabalhadas'', finaliza.

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Fator psicológico

Encarar os melhores times de League of Legends do mundo não é uma tarefa fácil. Além de estarem mecanicamente afiados, os jogadores também precisam estar psicologicamente preparados. ''Nosso maior problema no ano passado foi estimar demais a Cloud9. Ao mesmo tempo, não é possível subestimar ou desrespeitar os adversários, pois são bons jogadores e irão punir nossos erros. Portanto, é uma questão de saber equilibrar'', explica Ranger.

Em 2018, os Ninjas caíram no grupo C junto de Cloud9, dos Estados Unidos, e DetonatioN FocusMe, do Japão. A KaBuM foi eliminada na fase de entrada com três derrotas e apenas uma vitória. ''Nó

... s tivemos um jogo muito apático e poderíamos fazer mais. Sempre é preciso confiar que o seu time pode vencer'', completa o caçador bicampeão brasileiro.

Já dyNquedo chama a atenção para o espírito coletivo. ''Um ponto muito importante é eles manterem ao máximo a união para ajudar uns aos outros em relação à pressão, nervosismo, etc'', aconselha. Além da KaBuM, paiN Gaming e Flamengo, o Brasil também já foi representado por INTZ (2016) e Team oNe (2017) no Mundial de LoL.

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