Desde o primeiro computador pessoal, ainda nos anos 1980, os discos rígidos, que chamamos de HD, são os responsáveis pelo armazenamento de dados. Mas a tecnologia avança e, hoje, os SSDs são a opção para quem quer um computador com ótimo desempenho.

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O interior do disco rígido revela partes móveis propensas a problemas (Foto: Reprodução/Wikipedia)

A mesma lógica vale para os HDs externos. Com o tempo, pendrives, que nada mais são do que SSDs portáteis, ganham mais capacidade e podem acabar disputando o espaço com os discos rígidos convencionais.

Essas duas tecnologias convivem no mercado há alguns anos. Até aqui, os SSDs não foram capazes de tornar os HDs inviáveis. Mas a tecnologia continua evoluindo e a perspectiva de preços mais atraentes pode mudar esse cenário.

Completamente eletrônicos, os SSD são mais rápidos (Foto: Reprodução/Guru3D)

Entre as razões para que os discos rígidos magnéticos não tenham sido aposentados, estão os preços das duas tecnologias e algumas limitações presentes nos SSDs, que tornam essa solução ainda restrita e distante da realidade de uso de muita gente.

O que é disco rígido?

HDs ainda são imbatíveis no preço (Foto: Divulgação)

HDs são equipamentos constituídos de uma placa eletrônica que abriga os controladores, que são responsáveis pelo funcionamento do dispositivo, e do disco rígido propriamente dito: um, ou vários, discos cobertos de uma camada de material magnético, responsável por manter os dados gravados e disponíveis para a escrita.

Vantagens: a tecnologia de gravar informação magneticamente é bem antiga, o que significa que há um domínio bem disseminado sobre ela em todos os lugares (é o princípio das antigas fitas cassete). Isso também significa que o custo dos materiais envolvidos é baixo, o que garante preços mais competitivos no mercado e a capacidade de desenvolvimento de HDs com capacidades de até 4TB. Outra vantagem do HD é que, se ele não sofrer danos, pode apagar e escrever dados por décadas.

Desvantagens: há dois grandes problemas quando o assunto são discos rígidos. Primeiro, eles não são tão rápidos, ao menos quando o assunto são usos bastante exigentes em termos de processamento. O segundo problema é que não são confiáveis: uma simples pancada pode inutilizar um HD, algo bastante frequente com discos externos e com notebooks. Essas duas limitações têm origem na engenharia por trás do HD: ele depende de motores e partes móveis, que sofrem desgaste e estão sujeitos a problemas físicos, na maioria dos casos, irrecuperáveis. Outro ponto de desvantagem é o consumo de energia alto e a elevada dissipação de calor quando operando em intensidade.

O que é um SSD?

SSDs oferecem diversas vantagens, mas o custo é alto (Foto: Divulgação)

SSD é uma sigla, do inglês, para disco de estado sólido. Em linhas gerais, o SSD é como um grande pendrive: ele guarda arquivos

... em chips de silício, assim como um cartão SD ou pendrive comum. Isso faz do SSD uma unidade de alta velocidade e de maior confiabilidade. O problema, aqui, são os custos.

Vantagens: o fato de não existir nenhuma parte móvel no interior de um SSD faz com que eles sejam mais confiáveis. Há relatos de cartões e pendrives, que ficaram submersos no oceano, serem legíveis, mesmo depois da ação da água do mar. Outra vantagem do SSD é que ele oferece velocidades muito maiores que o HD: enquanto o disco rígido magnético precisa de um motor para girar e de uma cabeça de leitura que lê e escreve no disco, o SSD oferece acesso quase que imediato aos dados, já que as informações estão gravadas eletronicamente no interior dos chips. Comparado ao HD comum, o SSD consome menos energia e não aquece muito, o que permite que a curva de desempenho não sofra abalos em virtude da dissipação de calor.

Desvantagens: produzir um chip é um processo absurdamente complexo. A tecnologia necessária para isso é dominada por algumas companhias do mundo e isso é um indicativo daquela que é a grande desvantagem dos SSDs hoje: o preço. Na comparação, um HD de um 1TB pode ser comprado por R$ 200. Um SSD de mesma capacidade por R$ 1500. Uma desvantagem atual da tecnologia de SSDs é a chamada persistência dos dados. Com o uso prolongado, em algum momento, setores de memória do SSD reterão dados que não poderão ser mais apagados.

 HDs serão substituídos?

Tecnologias substituem umas às outras e o futuro para os HDs só será mais sombrio quando os preços dos SSDs caírem. Até lá, o chamado custo por GB ainda é imbatível para a maioria dos usuários, que precisam de discos para guardar dados. A Seagate, por exemplo, acaba de anunciar um HD de 8 TB por US$ 260 (R$ 678, em conversão direta). Oito SSDs de 1 TB custariam muito mais do que 10 vezes esse valor.

Ao mesmo tempo, a Samsung traz ao mercado o novo Evo 850, que faz uso da tecnologia de chips em 3D. A Samsung está tão confiante na nova tecnologia que comercializa o dispositivo com garantia de cinco anos. A questão, como sempre, é o preço: a versão Pro, com garantia de 10 anos, custa US$ 650 (R$ 1691, em conversão direta).

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Mas isso não significa que os SSDs sejam a melhor solução possível. A tecnologia continua progredindo e novas pesquisas em torno de soluções de armazenamento de dados, em breve, podem mudar tudo.

Há promissoras linhas de pesquisa para o desenvolvimento de mídias de armazenamento holográficas. Recentemente, a IBM divulgou informações sobre o desenvolvimento de um tipo de memória chamada de Racetrack, que usa a orientação de pequenos ímãs para reter informações e que teria a capacidade de superar em 100 vezes o poder de armazenamento dos HDs, sem o uso de partes mecânicas e com a garantia de serem usadas indefinidamente.



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