O ano de 2017 ainda está longe de acabar, mas a AMD tem aproveitado bem o tempo para promover lançamentos importantes entre suas linhas de processadores. De janeiro para cá, novos Ryzen R3, R5 e R7 causaram impacto no mercado, assim como os novos AMD Epic, chamam atenção entre servidores e os Threadripper entre os entusiastas.

Além disso, na última semana, a AMD ainda promoveu o lançamento de novas-velhas APUs e processadores Athlon X4, direcionados ao consumidor do mercado de entrada que já possua uma placa AM4.

Ryzen R3 e Ryzen Pro

Processadores Ryzen da AMD são encontrados em diversas formas: Ryzen Pro, R3, R5, R7 e Threadripper (Foto: Divulgação/AMD)

Nesse patamar estão os processadores considerados de entrada pela AMD. Os Ryzen R3 são posicionados contra os Core i3, embora ofereçam vantagens técnicas e de performance significativas sobre os modelos de entrada da Intel: os R3 são todos quad-core, enquanto que os i3 da concorrente ficam nos dois núcleos.

Os R3 podem ser encontrados em dois modelos: 1200 e 1300X. As grandes diferenças entre os dois estão na velocidade de operação e no fato de que o 1300X conta com o recurso hyper-threading na versão AMD.

Os processadores Ryzen Pro são derivados diretos dos R3, R5 e R7 e têm perfil semelhante, entretanto não devem ser opções disponibilizados de forma abrangente no mercado. A AMD oferece esses processadores como alternativa de baixo custo para fabricantes de PCs que desenvolvem máquinas corporativas: PCs criados para lotar escritórios e empresas em geral.

Ryzen R5

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Ryzen R5 1400 é um quad-core que bate o Core i5 7400 (Foto: Divulgação/AMD)

Os R5 ocupam a faixa intermediária da nova arquitetura da AMD e, assim como os Core i5 da Intel, buscam oferecer um custo-benefício atraente para quem abre mão de investir muito pesado em processadores top de linha, com especificações mais avançadas.

Disponíveis com quatro e seis núcleos, os Ryzen R5 são encontrados em quatro versões: 1400, 1500X, 1600 e 1600X. Assim como nos R3, a AMD aproveita os designs desses chips para oferecer os chamados Ryzen Pro quad-core, que seguem o mesmo perfil para computadores empresariais.

Os Ryzen R5 se comparam diretamente com os Core i5 da Intel, mas apresentam vantagens. Além do preço ser, em geral, mais acessível, esses processadores ou empatam ou superam os rivais na contagem de núcleos, já que existem os 1600 e 1600X hexa-core. Em termos de performance, o destaque aqui segue sendo a possibilidade de overclock, praticamente inexistente entre os Core i5 comuns da Intel.

Ryzen R7

Na ponta da tabela ficam os octa-core Ryzen R7, tidos como opções de alto desempenho entre a linha da AMD, descontando-se o Threadripper. Esses processadores contam com velocidades superiores aos R5, suporte a tecnologias mais avançadas e, na comparação com os Core i7 da Intel, tendem a competir em igualdade com a sexta geração dos Core i, tendo desempenho inferior aos i7 de sétima geração, mas custando bem menos.

No momento, a AMD conta com três versões do Ryzen R7 no mercado: 1700, 1700X e 1800X. No top de linha, os números são 3.6 GHz de velocidade padrão, mas que pode alcançar 4 GHz com o turbo ativado. O R7 mais “lento” opera na faixa de 3 a 3.7 GHz.

AMD Threadripper

Threadripper é o super processador da AMD para bater os Core i9 da Intel (Foto: Divulgação/AMD)

O processador Threadripper eleva o perfil de performance da arquitetura Ryzen ao oferecer múltiplos núcleos e desempenho superior ao R7. Direcionado para competir com os processadores Core i9 da série Extreme da Intel, essas unidades precisam de placas-mãe específicas, que possuam soquete TR4, ao contrário dos AM4 usados pelos outros Ryzen.

Esse detalhe significa que, ao contrário de todo o restante da linha de CPUs e APUs lançadas pela marca nesse ano, os Threadripper não compartilham o soquete AM4: adotar o super processador da AMD implica em investir numa placa-mãe específica.

APUs e Athlons com soquete AM4

A AMD lançou uma nova série de processadores Athlon X4 e de APUs de sétima geração compatíveis com o soquete AM4, mas que devem ser encaradas com algumas restrições pelo consumidor. O motivo? Esses processadores e APUs usam arquiteturas mais antigas da Advanced Micro Devices, o que os torna opções questionáveis do ponto de vista de performance.

A nomenclatura da AMD, nesse caso, refere-se à arquitetura usada nesses produtos como Bristol Ridge enquanto que os núcleos Zen usados nos Ryzen R3, R5 e R7 fazem parte da Summit Bridge.

A confusão, no entanto, pode surgir para quem estiver mais desatento, já que o soquete AM4, a princípio, fora desenvolvido para a nova plataforma Zen, que deu origem aos processadores Ryzen. Isso significa que quem está esperando para ver os Ryzen unidos a placas gráficas Radeon na forma de APUs mais poderosas terá de esperar mais um tempo.

Se a arquitetura antiga, e sem os avanços e performance dos Ryzen não desmotiva você, pode ser interessante separar dinheiro para investir numa boa placa AM4 na expectativa da chegada das APUs com a nova arquitetura à bordo.

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