A Samsung decidiu entrar num novo segmento de mercado, o dos rastreadores que permitem achar pertences em qualquer lugar do mundo. Isso é possível por meio do Galaxy SmartTag, item que agora integra o ecossistema de produtos Galaxy. Ele usa a conexão Bluetooth 5.1, enquanto a versão mais potente, chamada de SmartTag Plus, desempenha a função por meio do chip UWB.

A apresentação da nova tecnologia foi feita numa feira internacional ainda em janeiro. Nesta segunda (9) foi a vez da companhia anunciar a chegada da novidade ao Brasil – junto com o Galaxy S21. Os preços dependem da quantidade de itens no kit: R$ 199 com uma unidade, R$ 329 com duas, ou R$ 549 com quatro peças.

Essa empreitada concorre diretamente com o Tile, rastreador que opera de forma semelhante e está no mercado há vários anos. Havia expectativa de que a Apple lançasse produto similar, supostamente chamado de AirTag, mas a gigante sul-coreana saiu na frente. A Samsung vai limitar o uso da SmartTag somente aos aparelhos Galaxy, impossibilitando o acesso de outros telefones Android ou iPhones.

A estrutura do produto tem aproximadamente quatro centímetros de altura e quatro de largura, pesando um total de 13 gramas. Esse item compacto pode ser incorporado a chaves, malas ou na coleira de um pet, por exemplo. Dessa forma, é possível identificar a localização deles com a ajuda de um aplicativo ou fazer o caminho contrário: apertar um botão no dispositivo para que o telefone apite.

Além de rastreador, ele funciona como controle remoto de dispositivos inteligentes: basta configurá-lo para usar em tarefas como acionar um aspirador robô ou ligar o ar condicionado.

O SmartTag integra o hub de SmartThings da Samsung. Dessa forma, o app para controlar dispositivos inteligentes abriga uma parte chamada SmartThings Find, onde estão disponíveis as funções para localizar os objetos com o gadget anexado. Quando o usuário perder algo, ele precisará identificar o item no aplicativo para que surjam duas opções: encontrar por meio do sinal sonoro que a tag pode emitir ou exibit a localização do objeto.

O app disponibiliza um mapa que guia a pessoa até o local do objeto perdido. Essa navegação é válida em situações como a das SmartTags anexadas em coleiras, visto que orienta mesmo em uma distância significativa. Existe um medidor dentro do SmartThings Find que indica a distância entre o celular e a rastreador.

Mas nem sempre a peça anexada estará por perto e no alcance da conexão. Para essas situações, o celular pode usar outros smartphones Galaxy que estão próximos para ajudar a localizar o sinal do item que foi perdido. Todo o processo de rastreamento offline acontece de forma automatizada. As comunicações são criptografadas como forma de garantir a privacidade.

A conexão acontece via Bluetooth Low Energy (BLE) no dispositivo mais simples e via UWB na versão Plus. Nesse sentido, vale pontuar que a SmartTag Plus se limita a aparelhos como o Galaxy Note 20 Ultra, Galaxy S21 Plus e Ultra, visto que só eles contam com o suporte ao chip ultra wideband.

Na prática, o BLE não indica a localização exata do objeto, mas sim uma estimativa. Já o UWB pode proporcionar uma precisão maior, visto que ele usa um sistema de pulsos eletromagnéticos em um raio de dez metros de distância, de modo a identificar os dispositivos receptores em cerca de dois nanosegundos.

Ainda sobre a ultra wideband, ela fornece um gráfico do campo de visão e proporciona o uso realidade aumentada, esse processo permite que o usuário veja exatamente onde o gadget está a

... o apontar o celular para o ambiente.

O gerente de produto Renato Citrini disse, durante o lançamento nacional do produto, que a bateria do SmartTag “dura meses e meses”, sem detalhar a autonomia máxima. Consumidores poderão substitui-la no futuro.

A fabricante esclareceu ao TechTudo que não há previsão de lançamento nacional do SmartTag Plus, com chip UWB.

Com informações de The Verge (1/2), Samsung e GSM Arena



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