A televisão é o aparelho doméstico mais usado no Brasil. Segundo o último censo, ela está presente em mais de 95% dos lares e tem uma longa história com os brasileiros; são 68 anos, para sermos precisos. Ao longo de todo esse tempo, diversos hábitos tornaram-se completamente sem sentido – como usar palha de aço na antena para melhorar o sinal, por exemplo –, já que os novos modelos sofreram grandes mudanças em relação aos seus antecessores.

Veja a seguir algumas hábitos que eram muito comuns no uso das TVs antigas, mas que, atualmente, não fazem mais sentido.

1. Levantar para trocar de canal

Antigamente, trocar de canal era uma tarefa complicada: os controles eram todos direto no televisor. Aliás, não só trocar de canal; aumentar o volume, desligar, mexer nas configurações, tudo dependia de disposição - ou um pouco menos de preguiça.

O controle remoto foi uma revolução para os aparelhos de TV. O modelo usado até os dias atuais, sem fios e com infravermelho, foi lançado no final da década de 70, mas demorou alguns anos para se popularizar. Até os anos 90 ainda era bastante comum encontrar TVs de tubo sem controle remoto.

Antigas TVs de tubo não tinham controle remoto (Foto: Divulgação/Semp)

2. Colocar Bombril na antena

Quem nunca precisou colocar palha de aço na antena da TV pode se sentir privilegiado. O processo, realizado para melhorar o sinal da televisão, exigia muita paciência. Isso porque a tática nem sempre funcionava direito.

O Bombril eficaz apenas quando a antena da TV estava desalinhada com a da emissora – e caso já estivesse, a recepção piorava. Mas nós tentáv

... amos a sorte. Pior que isso, só passar horas ajustando a antena do lado de fora de casa perguntando se a imagem estava melhor.

3. Chamar um amigo para ajudar a carregar a TV

As antigas TVs de tubo eram muito pesadas. Um aparelho de 21 polegadas chegava a 30 kg, enquanto os de 29 polegadas poderiam passar dos 40 kg. Isso sem falar no tamanho, muitas vezes ultrapassando os 70 cm de largura. Ou seja, carregar uma dessas era tarefa para, pelo menos, duas pessoas. Para aqueles que não tinham ninguém para ajudar, restava chamar um amigo, mesmo que fosse só para levar o televisor do quarto até a sala.

TVs de tubo era pesadas e precisavam ser carregadas por duas pessoas (Foto: Divulgação/Sony)

4. Fazer gambiarra com os cabos

É verdade que as gambiarras não acabaram com a chegada das novas TVs, mas há 20 ou 30 anos elas eram ainda mais comuns. Como os aparelhos mais antigos tinham o cabo de força fixo, não era nada fácil trocar o fio. O que muitos faziam era cortar a parte quebrada e reconectar a tomada.

Também não havia dispositivos wireless, então ficava uma confusão de cabos atrás de um único móvel, já que os adaptadores iam sendo colocados um por cima do outro. TV, videocassete, videogame, aparelho de som e quaisquer outros eletrônicos que estivessem na casa acabavam ligados em uma única tomada.

5. Não conectar o videogame porque "estragava a TV"

Um mito antigo dizia que o videogame estragava a televisão. A idéia não fazia muito sentido, já que a entrada RCA era a mesma para receber as imagens tanto do console quanto do videocassete. De qualquer forma, isso impediu várias horas de jogo no Atari, Phantom System, Nintendo 64, Super Nintendo e Mega Drive.

Mas existia uma lógica para que a lenda fosse perpetuada com afinco por pais e mães. Antigamente a maioria das casas tinha apenas um aparelho de TV, e o tempo de uso tinha que ser dividido. É claro que a decisão ficava a cargo dos adultos e, assim, a desculpa do videogame funcionava muito bem.

Mito antigo dizia que videogame estragava a TV (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

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