Theme Hospital é um simulador de hospitais lançado em 1997 para PC. Nele, o jogador começa com um terreno vazio para preencher com salas de exame, consultórios, clínicas psiquiátricas e diversos outros tipos de tratamento, inclusive alguns muito bizarros. O objetivo é conseguir tratar todos os pacientes para não apenas juntar dinheiro e investir em pesquisa e novos equipamentos, como também para aumentar a reputação frente aos rivais.

A jogabilidade simples, o humor absurdo e a dificuldade para cumprir os objetivos acabou fazendo de Theme Hospital um clássico. O game fez tanto sucesso que acabou sendo lançado também para PS1 e relançado para PS3, PSP, PSVita e Android. Ele também está disponível para download na Origin, a loja virtal da Eletronic Arts, e no GOG.

Apesar da fama, Theme Hospital nunca ganhou uma continuação direta. Em 2018, após anos de espera, enfim foi anunciado seu sucessor espiritual: Two Point Hospital. Para celebrar a volta do jogo que marcou época, listamos aqui dez coisas que você provavelmente não sabia sobre Theme Hospital:

Theme Hospital se passaria em diferentes épocas

Theme Hospital poderia ter fases no passado e no futuro (Foto: Divulgação)

Segundo o desenvolvedor e designer, Mark Webley, a ideia original era que as fases se passariam em quatro períodos históricos: medieval, vitoriana, atual e futurista. Por falta de tempo, apenas a era atual foi concebida.

Peter Molyneux mentiu para um designer produzir game

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Theme Park foi o antecessor de Theme Hospital (Foto: Reprodução)

Peter Molyneux, que na época era presidente da Bullfrog, precisou convencer o designer Gary Carr a voltar para a empresa após ele trabalhar em Theme Park. “Eu odiava tanto [Theme Park] que decidi sair da companhia durante o desenvolvimento do jogo. Não entendia seu conceito e não achava que seria um sucesso”, disse Carr em entrevista.

Para trazê-lo de volta, Molyneux teve que lançar mão da mentira, fazendo-o crer que trabalharia no game Dungeon Keeper. Quando o designer se deu conta que o projeto na verdade era Theme Hospital, já era tarde demais.

Fãs mantêm Theme Hospital atual

Ferramenta permite jogar Theme Hospital em português (Foto: Reprodução/Techtudo)

Se você ainda tem o disco de Theme Hospital, saiba que mesmo após mais de 20 anos ainda é possível jogá-lo em computadores modernos. CorsixTH é uma ferramenta em código aberto e gratuita que permite rodar o game em qualquer sistema operacional. Entre as vantagens dele está a resolução HD e widescreen e a tradução para diversos idiomas (dentre eles o português brasileiro). Também há um editor de mapas e um modo Free Build.

Produtores foram expulsos de uma sala de cirurgia

Produtores de Theme Hospital fizeram pesquisa de campo (Foto: Reprodução)

Os desenvolvedores, Gary Carr e Mark Webley, visitaram diversos hospitais na Inglaterra como parte da pesquisa para criar o conceito e atmosfera. Eles passaram algumas tardes nos corredores das clínicas e costumavam fazer anotações de tudo o que pudesse ser utilizado. Em entrevista, eles disseram que certa vez foram expulsos no meio de uma cirurgia por um médico que estava irritado com a presença deles.

Theme Hospital poderia ter usado doenças reais

Doenças inventadas eram a grande sensação de Theme Hospital (Foto: Divulgação/GOG)

Durante a pesquisa, Gary Carr e Mark Webley se deram conta que seria muito insensível usar doenças de verdade em Theme Hospital. O conceito era ser leve e com toques de humor, no mesmo espírito de Theme Park, e usar enfermidades reais poderia causar mais sofrimento. Por isso, os desenvolvedores acharam melhor e mais divertido inventar doenças bizarras.

Cruz verde foi usada por engano

Por causa de um erro, capa de Theme Hospital sofreu modificação (Foto: Montagem/Techtudo)

A cruz verde na capa das primeiras edições de Theme Hospital só está lá por um grande mal-entendido: a capa foi enviada para aprovação via fax, ou seja, ela saiu em preto e branco. Como a empresa achou que se tratava de uma cruz preta sobre um fundo branco, ela não viu problemas e aprovou a imagem. Só depois do lançamento é que descobriram o erro e tiveram que recolher todas as unidades que estavam à venda. Tudo isso porque a cruz verde é um símbolo protegido por direitos autorais.

Produtores tiveram que modificar a doença de Elvis Presley

Apesar de tudo, a doença de Elvis ficou em Theme hospital (Foto: Reprodução)

Uma das doenças inventadas para o Theme Hospital era Imitador de Elvis. Segundo Gary Carr, ele chegou até a gravar um áudio imitando o Rei do Rock, mas tanto o nome quanto a performance tiveram que ser cortadas para evitar problemas legais. A doença, porém, foi incorporada ao jogo sob o nome de Complexo de Rei.

Anúncio colocou marca de chocolate em máquina de refrigerante

Máquinas de refri com logo de marca de chocolate? Em Theme Hospital tinha. (Foto: Divulgação/Origin)

Um dos itens mais icônicos de Theme Hospital é a máquina de refrigerantes, que serve tanto para matar a sede dos pacientes quanto uma fonte de renda extra. Fruto do patrocínio de uma marca de chocolate, o anúncio causou problemas durante a produção porque o jogo inicialmente não conseguia reproduzir fielmente as cores do logo. Após longas horas de trabalho, a máquina finalmente ficou pronta e, como recompensa, eles ganharam várias barras de chocolate da empresa anunciante.

Theme Hospital poderia ter outras enfermidades bizarras

Produtores de Theme Hospital colocaram a criatividade à prova (Foto: Divulgação/GOG)

Algumas doenças fictícias foram cortadas ainda nas fases iniciais de produção, segundo Mark Webley. Uma delas era o Magnetismo Animal, que tinha pacientes andando pelo hospital literalmente grudados a bichos. Outra era a Febre dos Embalos de Sábado à Noite, em que as pessoas usavam um terno branco e o chão se iluminava a cada passo que elas davam.

Game virou tema de debate no Reino Unido

Médicos não gostaram de Theme Hospital (Foto: Reprodução)

Após o lançamento de Theme Hospital, uma breve polêmica se formou. No Reino Unido, médicos do sistema público de saúde reclamaram que o game ridicularizava a profissão. Theme Hospital também chegou a ser mencionado no Parlamento britânico e o produtor Mark Webley participou de debates em rádios para defender seu jogo.



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