Denúnciar um post não será suficiente para que o Facebook determine se aquela notícia é verdadeira ou falsa. A rede social está começando a trabalhar com algoritmos para identificar possíveis farsas e enviá-las aos verificadores de informação (checadores, como se chama no Brasil). Nos últimos anos, o Facebook foi muito criticado e apontado como uma das principais plataformas de divulgação de 'fake news', já que qualquer usuário pode criar uma página.

O objetivo desse tipo de verificação é acabar com rumores e ajudar os usuários a tomarem decisões conscientes quando se depararem com boatos em seu feed de notícias. Por enquanto, o Facebook está testando essa ferramenta de checagem automática — que filtra possíveis erros no link — nos Estados Unidos, na França, na Holanda e na Alemanha.

Em comunicado, o site disse que começará a usar algorítimos para detectar e enviar links aos verificadores de informação, potencialmente mostrando os resultados da checagem abaixo do artigo original. O Facebook seguirá testando outra ferramenta, a de "artigos relacionados", e trabalhará em outras mudanças para conter informações falsas.

Facebook esta formas automáticas de barrar notícias falsas na rede social (Foto: Reuters)

"Além de ver quais histórias são contestadas pelos verificadores, as pessoas querem mais contexto para tomar decisões informadas sobre o que leem e compartilham", disse a gerente de produto do feed de notícias, Sara Su. Ela também afirmou que o Facebook

... continuará testando a ferramenta em outras regiões e trabalhará em outras mudanças no feed de notícias para acabar com as informações falsas.

Eleição Presidencial 2016 x Notícias no Facebook

O Facebook resolveu lançar uma ferramenta para reduzir o número de notícias falsas compartilhadas na rede social em 2017. Em 2016, muitas pessoas fizeram críticas à plataforma, acreditando que o resultado das eleições presidenciais norte-americanas teve influência dos posts falsos. O mesmo problema também foi discutido na Europa, já que os eleitores franceses foram bombardeados por notícias falsas na rede social antes das eleições presidenciais na França, em maio.



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