Terca-Feira, 22 de Setembro de 2020


Pesquisadores das universidades de Monash, Swinburne e RMIT, na Austrália, bateram o recorde mundial de velocidade de internet, atingindo a marca de 44,2 Tb/s (Terabits por segundo). A notícia foi publicada em forma de artigo na revista científica de acesso aberto Nature Communications. Em tese, esta velocidade é capaz de baixar 50 filmes Blu-Ray Ultra HD de 100 GB em apenas um segundo. O novo recorde de velocidade foi alcançado ao longo de mais de 75 quilômetros da fibra óptica padrão empregada no experimento usando apenas um único chip integrado.

Isto pode indicar que futuramente será possível atingir essa velocidade na infraestrutura de fibras ópticas já existentes.

O teste de conexão da fibra óptica foi realizado entre o campus da RMIT, na cidade de Melbourne, e o campus da Universidade Monash, em Clayton, subúrbio de Melbourne.

Segundo os pesquisadores, para atingir esta velocidade foi usado um dispositivo conhecido como micro-comb, que é capaz de substituir cerca de 80 lasers por um único equipamento. Os dispositivos são capazes de transmitir dados de uma maneira mais eficiente e compacta.

Para realizar a experiência, o micro-comb foi colocado dentro das fibras do cabo. Esta foi a primeira vez que a tecnologia foi testada fora dos laboratórios. O resultado do experimento representa a maior quantidade de dados já produzida usando um único chip óptico.

O novo equipamento foi implantado e testado usando a infraestrutura já existente no país, semelhante à usada pela National Broadband Network (NBN), projeto nacional de rede de dados de acesso aberto da Austrália. Para os pesquisadores, o estudo evidencia a capacidade das fibras ópticas, tecnologia que pode ajudar a desenvolver um projeto de grande escala para o futuro.

Agora, os cientistas afirmam que o desafio é transformar a descoberta em algo que possa ser usado com a infraestrutura já existente. A expectativa é desenvolver chips fotônicos integrados. Os componentes têm memória de luz e são 100 vezes mais rápidos que os chips comuns. Eles poderão ser utilizados para alcançar velocidade máxima usando a fibra óptica existente e com custo mínimo.

Caso a tecn

... ologia comece a ser comercializada, ela deve chegar antes aos centros de processamento de dados que concentram sistemas computacionais de empresas e organizações, os chamados data centers. Os pesquisadores acreditam que a velocidade será disponibilizada ao público em geral somente quando a tecnologia atingir preços mais acessíveis.

Com informações de The Verge



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