Domingo, 31 de Maio de 2020

Por Thomas Schulze, para o TechTudo

19/06/2019 06h30 Atualizado 2019-06-19T09:30:04.913Z


A E3 2019 já terminou e trouxe grandes novidades para os jogadores de PC, Nintendo Switch, Xbox One e PlayStation 4, mas também muitas decepções. Da ausência completa da Sony à conferência tediosa e burocrática da Ubisoft, sobrou espaço até para um controverso e estranho trailer dos Vingadores. Confira em nossa lista os oito momentos mais frustrantes, bizarros e decepcionantes da E3 2019:

Os estranhos Vingadores

A E3 2019 começou em marcha lenta, com as tediosas conferências da EA, Ubisoft e Bethesda, então coube à Square Enix realizar o melhor evento antes da abertura dos portões do Los Angeles Convention Center. Repleto de novidades sobre Final Fantasy 7 Remake, além de diversos ports, relançamentos e novidades de peso para todos os consoles, a empresa parecia caminhar para uma apresentação histórica.

Quando o trailer do novo jogo do Vingadores começou, tudo levava a crer que a empresa fecharia sua bela conferência com chave de ouro. No entanto, bastou os personagens aparecerem na tela para a plateia local e online estranhar o visual dos heróis. Em parte pela falta dos atores dos filmes, outra por sua estranha modelagem, o fato é que Avengers pode vir a se tornar um grande jogo, mas a revelação dos heróis dominou o debate sobre os momentos mais toscos do ano.

FIFA 20 com pouco gameplay

O evento EA Play trouxe apenas cinco jogos, com poucas novidades sobre Madden 20, Apex Legends, Star Wars Jedi Fallen Order, The Sims 4 e FIFA 20, O simulador de futebol, em particular, foi bem frustrante para os fãs, já que muito pouco foi mostrado em termos de gameplay e bola rolando.

O alardeado novo modo Volta, um resgate às tradições da querida franquia FIFA Street, com peladas rolando pelas ruas da cidade, não estava jogável na feira, o que dificulta criar maiores expectativas para ele. Com poucas informações e muitas promessas sobre um jogo mais cadenciado e melhor balanceado que o estranho FIFA 19, a E3 não conseguiu trazer muitos motivos para os fifeiros se animarem.

O sonífero da Ubisoft

Em sua história recente, a Ubisoft teve ótimas E3, como a participação de Shigeru Miyamoto, o criador de Mario, revelando o crossover Mario + Rabbids Kingdom Battle. Este ano, o evento começou bem com uma orquestra tocando temas clássicos de Assassin’s Creed e uma grande demonstração de Watch Dogs 3, mas parou por aí.

Dali em diante, a conferência perdeu ritmo, seja pelo foco em jogos já lançados, como Rainbow Six Siege, seja pela vergonha alheia ao ver os dançarinos de Just Dance. As poucas novidades, como o interessante jogo Gods and Monster, mostrado na imagem abaixo, não tiveram nem cinco minutos de tempo de tela para brilhar.

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Animal Crossing adiado

O Nintendo Direct especial da E3 2019 foi um dos pontos altos da feira, com dezenas de anúncios bombásticos em ótimo ritmo. Ainda assim, alguns pontos decepcionaram, em especial o adiamento de Animal Crossing, que ganhou o subtítulo New Horizons. Anunciado no começo de 2019, e prometido para este ano, o jogo teve seu lançamento adiado para março de 2020.

Por mais que seja chato esperar, a Nintendo explicou que o adiamento aconteceu para evitar sobrecargas de trabalho em sua equipe e prezar pela saúde e

... bem estar de seus funcionários, o que é um comportamento bem raro em uma indústria conhecida por seus crunchs abusivos e maus tratos de trabalhadores.

Bethesda sem novidades

Tal qual a Ubisoft, a Bethesda pecou por apresentar com muito alarde uma apresentação que não tinha tantas novidades assim, mais focada em expandir jogos já lançados ou revelados, como o controverso Fallout 76, que ganhará um modo Battle Royale, e The Elder Scrolls Online.

Chamou atenção a reação extasiada de alguns poucos membros da plateia local, que berravam e aplaudiam todo e qualquer anúncio, por menor que fosse. Por mais promissor que seja Doom Eternal, e ainda que Ghostwire: Tokyo pareça interessante, a conferência da Bethesda foi longa, desprovida de ritmo e, no geral, tediosa demais para chamar atenção.

A ausência completa da Sony

Não foi uma surpresa, já que em novembro de 2018 a Sony informou publicamente que não participaria da E3 2019. Ainda assim, muitos fãs esperavam que a empresa realizasse algum evento paralelo, ou pelo menos a apresentação de mais uma edição de seu programa State of Play.

O que se viu, no entanto, foi uma Sony distante e desinteressada. Sem datas nem trailers para jogos aguardados como The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima, a única migalha de informação relevante surgiu uma semana antes da feira, quando Hideo Kojima lançou um trailer caprichado de Death Stranding. Muito pouco para uma empresa do tamanho da Sony.

Nada de gameplay do Halo Infinite

A Microsoft fez uma conferência muito competente, correta e repleta de anúncios interessantes, além da já clássica aparição de Keanu Reeves. Para fechar o show, Phil Spencer e sua equipe decidiram mostrar um pouco mais de Halo Infinite, o aguardado novo capítulo da saga do Master Chief.

A demo deveria demonstrar mais do poder de processamento do Project Scarlett, além de brindar os fãs com novas informações sobre o jogo. É uma pena, então, que não tenhamos visto um segundo sequer de gameplay. A cena em si, por mais que tenha rendido um trailer legal, também não pareceu com nada que o poderoso Xbox One X já não fosse capaz de rodar sem problemas.

Project Scarlett sem preço e maiores detalhes

Outro ponto negativo da Microsoft foi a falta de informações sobre o Project Scarlett, seu próximo console de mesa, o sucessor do Xbox One X. Seu lançamento foi marcado para o Natal de 2020, então foi bom receber uma data, mas a expectativa dos fãs era poder ver a carcaça, controles e mais informações sobre o console, além das especificações técnicas reveladas.

A empresa deu muito foco à diminuição dos tempos de loading dentro dos jogos, algo que a Sony também destacou em entrevistas sobre o PlayStation 5, mas o vídeo de apresentação do Scarlett gastou tempo demais com elogios engessados de executivos e desenvolvedores, e tempo de menos com o que os jogadores realmente queriam ver: o console de perto, com um preço já determinado.

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