Quinta-Feira, 03 de Dezembro de 2020

O ano de 2015 está chegando ao fim e é hora de olhar para trás para recordar de alguns grandes tropeços da indústria da tecnologia. Campanhas de sucesso no Kickstarter a ponto de virar caso de polícia, computadores vendidos com malwares pré-instalados, a polêmica sobre privacidade no Windows 10 e a série de falhas graves de segurança no Android são alguns exemplos do que deu errado ao longo do ano.

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Confira a lista completa dos desastres de 2015:

Lenovo Superfish

Imagem mostra postagem original no fórum da Lenovo, que denunciou o Superfish (Foto: Reprodução/Internet)

Em fevereiro, a Lenovo foi flagrada por analistas e consumidores do mundo inteiro vendendo computadores que vinham de fábrica com o adware Superfish instalado. O programa causava interferências durante a navegação pela Internet, expondo o usuário a anúncios indesejados. Mais grave que isso, o Superfish era repleto de brechas de segurança pelas quais criminosos podiam roubar dados pessoais dos consumidores.

Não satisfeita com esse começo de ano ruim, a Lenovo teve mais notícias negativas em agosto, quando foi descoberto que diversos computadores da marca contavam com uma ferramenta que impedia a remoção de bloatwares dos PCs e notebooks, mesmo depois de formatações completas.

Em ambas as situações, a Lenovo liberou atualizações para corrigir os problemas.

Protocolos de segurança em notebooks da Dell

Na mesma toada do Superfish da Lenovo, a Dell também precisou encarar uma onda de noticiário negativo no mês de novembro, depois que um usuário descobriu que alguns certificados de segurança criados pela empresa poderiam ser usados para iludir os computadores, fazendo com que páginas de Internet falsas e cheias de vírus se passassem por sites seguros.

Usuários descobriram falhas graves em notebooks da Dell (Foto: Paulo Alves/TechTudo)

A Dell reconheceu o problema e liberou atualizações de segurança para eliminar a brecha.

Sucesso de arrecadação do Kickstarter a ponto de virar caso de polícia

O projeto do drone Zano era bem interessante: um drone minúsculo, capaz de voo ágil para acompanhar atletas enquanto realizava gravação de vídeo de alta qualidade. A ideia surgiu no Kickstarter e coletou uma fortuna: 12 mil pessoas contribuíram para a soma de R$ 11 milhões de reais.

O Zano parece estar cada vez mais longe de decolar (Foto: Divulgação/Torquino)

Mas nenhum dos 12 mil financiadores está muito contente: os poucos colaboradores que receberam o Zano reclamam que ele não apresenta a mesma performance do que o anunciado nos vídeos da campanha.

Recentemente, Ivan

... Reedman, engenheiro criador do Zano e ex-CEO da Torquino, empresa por trás do produto, pediu demissão. Em meio ao caos, a empresa passou a entregar os Zanos que não funcionam corretamente para compradores que fizaram pré-compra depois do período do Kickstarter, enfurecendo os apoiadores originais, que não têm previsão alguma de receber o produto.

Barbeador a laser duvidoso

O Skarp é um projeto de barbeador a laser que surgiu, primeiro, no Kickstarter. Nesse site, a ideia coletou US$ 4 milhões até ser suspensa pelo site.

Suspeitas quanto ao real funcionamento do produto fizeram o Kickstarter suspender a campanha do Skarp (Foto: Divulgação/Skarp)

Segundo o Kickstarter, os criadores do projeto não cumpriram com a condição de apresentar protótipos funcionais do Skarp. Praticamente banidos, os idealizadores do produto instalaram outra campanha, dessa vez no site rival, Indiegogo.

Independente de quem está com a razão, vale o ceticismo em cima do produto que promete usar lasers para cortar cabelo e aparar a barba sem a necessidade lâminas.

Jeep hackeado

Em julho, hackers fizeram uma demonstração impressionante de uma ação sobre um Chrysler Jeep. Usando notebooks, eles conseguiram acessar o sistema operacional embarcado do carro e desligá-lo, enquanto ele estava em movimento. Antes, para se divertir, eles mexeram com o ar-condicionado, volume do rádio e limpadores de parabrisas. Tudo isso a 15 quilômetros de distância do carro em movimento.

O episódio chamou muita atenção para a fragilidade em termos de segurança não apenas dos sistemas usados em veículos, mas também em outros dispositivos com Internet das Coisas. Além do desgaste de imagem, a Chrysler precisou convocar 1,4 milhão de veículos para um recall para corrigir a falha.

Privacidade e Windows 10

A chegada da nova versão do sistema operacional da Microsoft foi cercada de problemas relacionados à privacidade. O novo Windows mantém comunicação constante com a Microsoft e, por padrão, coleta uma série de dados referentes ao uso da plataforma, que vão da performance de alguns aplicativos ao comportamento do usuário.

Microsoft encarou fortes críticas em relação à privacidade no Windows 10 (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

A bola fora da Microsoft se explica pela má comunicação no episódio. Assim que os usuários começaram a questionar a política de privacidade aplicada no Windows 10, a desenvolvedora veio à público dizer que dados pessoais não são coletados. Pouco tempo depois, analistas provaram que, mesmo desligando o envio de informações, esse volume de informações continua sendo enviado do mesmo jeito.

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A Microsoft melhorou a situação com um texto mais claro sobre a privacidade em seus termos de uso e esclarecendo que os dados enviados estão relacionados à telemetria e ajudam a empresa a encontrar falhas e desenvolver correções para problemas de forma mais ágil.

Segurança no Android

O sistema operacional aberto do Google teve um ano bastante acidentado, repleto de falhas graves de segurança. A mais grave delas ganhou o nome “Stagefright” e, quando descoberta, expunha 95% dos usuários do Android a uma brecha que podia ser manipulada a partir de uma simples mensagem MMS e de arquivos MP3/MP4.

Android teve um 2015 cheio de problemas relacionados à segurança (Foto: Luciana Maline/TechTudo)

A série de problemas graves de segurança no Android acabou criando um movimento entre os principais fabricantes no sentido de prometer atualizações mais rápidas sempre que problemas dessa natureza sejam descobertos nos produtos com o sistema operacional móvel do Google.

Dell e HP recomendam usuários a desinstalar o Windows 10

Em novembro, centrais de atendimento e suporte técnico dos dois fabricantes começaram a sugerir a seus consumidores que realizassem o downgrade do Windows 10, voltando para as versões 8.1 ou 7 do sistema operacional da Microsoft. O episódio mostra um ruído interessante entre fabricantes e Microsoft sobre a implementação do sistema operacional nos computadores atuais e levanta a dúvida: será que todo mundo estava pronto para oferecer o Windows 10 em seus produtos?

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O TechTudo entrou em contato com ambos os fabricantes. A Dell confirmou que, em alguns casos, seus suporte técnico recomenda a desinstalação do Windows 10: “em alguns casos a Dell recomenda a restauração ao sistema operacional original do equipamento para solução de problemas específicos”. A HP, por outro lado, garante que trabalha para tornar todos os seus computadores compatíveis com a atualização para o Windows 10 e que não dá esse tipo de recomendação ao consumidor.



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