Quarta-Feira, 11 de Dezembro de 2019

O Mega Drive é um dos consoles mais clássicos da história dos videogames. Lançado em 1988 no Japão e em 1989 nos Estados Unidos, o aparelho chegou ao Brasil em 1990, com muitos jogos de sucesso e história para contar. Confira 10 curiosidades sobre o Mega, que nem sempre teve esse nome, e saiba informações “secretas” do console:

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Nomes diferentes

Como citamos, o Mega Drive não é “Mega” em todos os locais do mundo. Ele é famoso por este nome em países como Brasil e Japão, mas nos EUA, por exemplo, seu nome é Genesis. Alguns modelos com esse título chegaram a ser importados para o Brasil, mas o que pegou aqui mesmo foi chamar o aparelho de Mega Drive.

O Mega Driver clássico (Foto: Reprodução/RetroGamer)O Mega Drive clássico (Foto: Reprodução/RetroGamer)

Apesar do nome diferente, os aparelhos eram virtualmente iguais, ao menos por dentro, já que o visual externo também mudava bastante.

Ainda é sucesso no Brasil

Apesar de ter sido descontinuado no final dos anos 90 em diversos países, o Mega Drive ainda é sucesso no Brasil. Grandes redes de lojas ainda vendem o console oficialmente por aqui, com produção da TecToy a preço mais acessíveis.

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Mega Drive brasileiro vem até com guitarra (Foto: (Foto: Divulgação/Tec Toy))Mega Drive brasileiro vem até com guitarra (Foto: (Foto: Divulgação/TecToy)

Como cartuchos de Mega Drive não são mais encontrados com facilidade, é comum ver videogames comercializados com 100 ou 200 jogos na memória, contendo os mais diversos jogos clássicos – como Sonic, Altered Beast, Streets of Rage e Columns.

O revolucionário Blast Processing

O Blast Processing foi um termo de marketing lançado pela Sega com o Mega Drive. Ele foi visto pela primeira vez com o lançamento de Sonic The Hedgehog 2, mostrando todo o poder gráfico e de processamento do aparelho.

Foi o Blast Processing que deixou Sonic 2 tão bonito (Foto: Divulgação/Sega)Foi o "Blast Processing" que deixou Sonic 2 tão bonito (Foto: Divulgação/Sega)

Na verdade, o termo não passava de um nome bonito, já que desde o início o Mega Drive tinha um processamento superior ao do concorrente da época, o Super Nintendo. No final das contas, o marketing acabou influenciando nas vendas de Sonic 2, que foi enorme sucesso.

Videogame transformer

O Mega Drive recebeu alguns acessórios interessantes ao longo de sua história, entre eles o Sega 32X, que era um “Mini Mega Drive” que se acoplava na entrada do cartucho do aparelho original e concedia mais processamento. Assim, jogos exclusivos foram lançados, entre eles uma versão de Doom que se assemelhava ao que era visto nos videogames com CD.

... > Mega Drive com todos os seus adicionais (Foto: Reprodução/RetroGamer)Mega Drive com todos os seus adicionais (Foto: Reprodução/RetroGamer)

Outro acessório similar lançado foi o Sega CD, que se encaixava embaixo do Mega Drive, como uma grande plataforma, e permitia rodar games em disco compacto. Sonic CD e Lunar Eternal Blue foram alguns dos jogos disponibilizados neste formato. No final das contas, era possível usar o Sega 32X e o Sega CD ao mesmo tempo, transformando o Mega em um grande “Transformer”.

Acesso ao banco

Pode parecer impossível, mas nos anos 90 o Mega Drive acessava a Internet no Brasil, ao menos para ver a conta no banco. Em parceria com um banco da época, a TecToy lançou o cartucho “Telebradesco”, que permitia ao usuário acessar sua conta bancária, realizar transferências, verificar saldo e mais.

O Telebradesco deixava acessar a conta do banco no videogame (Foto: Reprodução/EmuParadise)O Telebradesco deixava acessar a conta do banco no videogame (Foto: Reprodução/EmuParadise)

O cartucho acompanha um cabo de telefone ligada diretamente em sua parte traseira, enquanto a outra ponta era conectada na linha telefônica. Com uma rápida discagem, o aparelho se conectava à rede, ainda na época em que a Internet apenas engatinhava no Brasil.

O terceiro console

Muita gente pensa que o Mega Drive foi o segundo console da Sega, enquanto o Master System foi o primeiro. A história, porém, não é bem assim. A Sega chegou a lançar um aparelho antes do Master, o SG-1000, em 1983.

Muito antes do Mega, o SG-1000 (Foto: Reprodução/JasonGamers)Muito antes do Mega, o SG-1000 (Foto: Reprodução/JasonGamers)

O SG-1000 foi lançado em alguns países apenas, como Japão, Austrália e outras localidades asiáticas. O Master System veio poucos anos depois, enquanto o Mega Drive, portanto, é o terceiro console da Sega.

Versões portáteis

O Mega Drive teve versões portáteis! Apesar de ser console de mesa, a Sega adaptou seu hardware para aparelhos de mão. O mais famoso deles é o Nomad, que é o “Mega portátil” oficial. Foi lançado em 1995 e fez algum sucesso até ser descontinuado em 1999. Ele usava os mesmos cartuchos do seu “irmão maior”, mas gastava muitas pilhas.

Mega Drive portátil e brasileiro (Foto: Divulgação/Tec Toy)Mega Drive portátil e brasileiro (Foto: Divulgação/TecToy)

No Brasil, outros modelos de Mega Drive portátil foram lançados e ainda são produzidos até hoje. Esses modelos são bem menores que o Nomad e se assemelham a um Game Boy Micro. Além disso, esses modelos mais recentes possuem jogos na memória.

O primeiro mascote

O primeiro Sonic saiu no Mega Drive. A Sega criou o jogo com o objetivo de ter um mascote oficial para seu principal videogame na época. Não deu outra: Sonic se tornou um enorme sucesso e é até hoje lembrado com carinho pelos fãs de seus games mais clássicos.

Sonic foi o grande mascote do Mega Drive (Foto: Divulgação/Sega)Sonic foi o grande mascote do Mega Drive (Foto: Divulgação/Sega)

Competição acirrada

A competição entre Mega Drive e Super Nintendo era extremamente acirrada nos anos 90. A Sega sempre “puxava briga” com a Nintendo nas propagandas de TV, com chamadas apelativas e bem provocativas.

Em algumas propagandas tínhamos frases como “Genesis faz o que a Nintendo não”, utilizando o trocadilho em inglês “Genesis does what Nintendon’t”. O já citado Blast Processing também gerou um comercial bem polêmico, onde os dois videogames apostam corrida – e o Mega sai vitorioso, claro, na visão da Sega.

Sem censura

Por tentar alcançar um público mais adolescente ou adulto, a Sega se sobressaiu com sua versão de Mortal Kombat, contra a edição lançada no Super Nintendo. A Nintendo optou por lançar o game censurado, com sangue verde e outros cortes, enquanto a edição de Mega Drive foi disponibilizada na íntegra, com toda a violência encontrada nos fliperamas.

Mortal Kombat no Mega não tinha censura (Foto: Reprodução/RetroBits)Mortal Kombat no Mega não tinha censura (Foto: Reprodução/RetroBits)

Esse é um dos casos de censura dos videogames que fez mais fama na história da indústria e até hoje os fãs consideram essa uma grande vitória da Sega sobre a Nintendo naquela época.

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